28.6.07
Graveyard Session XVIII :: 30 de Junho :: Espaço Karnart
![]() Etiquetas: Espaço Karnart, Graveyard Sessions |
Human League ao vivo no Coconuts, Cascais, 30 de Junho
![]() Inspirados em nones como Kraftwerk, Roxy Music e Giorgio Moroder, os Human League são uma banda de Sheffield, formada no período pós punk em 1977. Pioneiros da música electrónica e vulgarmente associados ao movimento "neo-romântico", alguns dos seus temas mais conhecidos tornaram-se clássicos das compilações dos anos 80: "Don’t You Want Me", "Open Your Heart" e "Fascination" entre eles. Nas palavras da omnisciente Last.Fm, "os usuários que gostam de The Human League também costumam gostar de Orchestral Manoeuvres in the Dark, Duran Duran, ABC, Kajagoogoo, Ultravox", etc. Revivalismo em concerto no Coconuts. E por falar em concertos, ![]() os Type O Negative actuaram ontem (27 de Junho) no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Pede-se aos leitores que lá estiveram que deixem uma opinião sobre o espectáculo para gáudio de todos os que não puderam ir. Obrigada. Etiquetas: Human League |
27.6.07
Crítica: Cinema: "Wolf Creek" (2005)
![]() Realizado por Greg Mclean, este filme que recorda os clássicos "Fim de Semana Alucinante" ("Deliverance", de 1972) ou "Terror na Auto-estrada" ("Duel", de 1971) é baseado numa história real. Três jovens regressam a casa numa longa viagem de carro que atravessa o deserto australiano quando de repente a normalidade das suas vidas encontra o Mal. Este seria mais um daqueles filmes idiotas de massacres de adolescentes se os eventos retratados não pudessem de facto acontecer a qualquer pessoa, ingenuamente apanhada numa situação imprevista em que a vida deixa de ter valor. Há muito tempo que um filme não me fazia pensar "podia ser eu". 16 em 20 Original in Gotika |
Crítica: Cinema: "Queen of the Damned" (2002)
![]() (Uma das cenas não inseridas.) O filme "A Rainha dos Malditos" ("Queen of the Damned", 2002) tencionava ser a adaptação do livro com o mesmo nome da série Vampire Chronicles de Anne Rice. Estrondoso fracasso. Qualquer semelhança parece coincidência. A história segundo o livro: Lestat acorda de um sono de 60 anos, torna-se numa estrela rock e através da sua música tenta chamar os outros vampiros dispersos pelo mundo. Este chamamento acorda Akasha, a primeira de todos os vampiros, em cujo corpo está o espírito primordial que os mantém vivos. A destruição de Akasha significa a destruição de todos os vampiros descendentes desse espírito primordial. Akasha, rainha egípcia de há mais de 6000 mil anos, decide voltar com um plano: tomar Lestat como seu consorte, eliminar da Terra a maioria dos homens (por acreditar que a guerra e a ganância são causadas pelo ímpeto masculino) e instituir na Terra uma nova religião em que ela e Lestat seriam adorados como deuses. Lestat não aceita mas não tem força suficiente para se revoltar. Só depois de consumir o sangue de Akasha é que se torna no vampiro poderoso dos livros seguintes. Antes, não era sequer capaz de voar. O destino de Akasha cruza-se com o de duas gémeas, Maharet e Mekare, suas contemporâneas, que assistiram à transformação da rainha e foram transformadas também em vampiro por um dos servos antes leais de Akasha, Kayman, exactamente com o propósito de a combater em plena igualdade, uma vez que Akasha já demonstrava (na verdade, ainda em vida mortal) as suas tendências ditatoriais. São as gémeas que acabam por destruir Akasha e uma delas, Mekare, toma para si o espírito primordial, tornando-a assim na nova Rainha dos Malditos e impedindo que toda a descendência acabe com Akasha. Durante a sua vida mortal, Maharet tem uma filha que por sua vez se torna mãe, e assim continuamente, até que 6000 anos depois, nos nossos dias, Maharet toma conta de uma Grande Família humana, espalhada por todos os pontos do mundo. Maharet vive para a protecção dessa sua família humana. Jesse, que vem a ter uma papel mais importante no filme do que no livro, é uma descendente de Maharet e membro da Talamasca, organização que estuda os fenómenos paranormais, incluindo os vampiros. É assim que a sua curiosidade é despertada pelo vampiro Lestat que ela julga poder dizer-lhe alguma coisa sobre a sua própria família (Jesse é órfã). No livro, Jesse e Lestat nunca chegam a falar-se. O filme Onde começar a dissecar as chocantes diferenças? Lestat não é criado por Marius mas sim por um vampiro louco chamado Magnus que se imola no fogo após a tranformação de Lestat. A cena comovente que sustenta todo o filme (a morte da cigana na praia) nunca acontece. O violino de Lestat não é dessa cigana mas é sim o violino do seu amigo Nicholas, que também pôs fim à vida pelo fogo pouco depois de Lestat o ter transformado em vampiro. O violino, fio da meada de todo o filme, é destruído por Enkil (rei e legítimo marido de Akasha) quando Lestat acorda a sua rainha ao tocar para ela, no século XVIII, e sim, coincidente com a acção no filme, quando se encontra em casa de Marius algures numa ilha no Mediterrâneo. Logo, adeus violino. Uma das primeiras cenas do filme, em que Lestat se levanta do túmulo com o violino na mão, é inventada. Lestat também não cria Jesse. É Maharet que cria Jesse quando esta se encontra à beira da morte. Lestat e Jesse só se encontram por breves instantes quando este está em palco a cantar no famoso único concerto da banda O Vampiro Lestat, e nem chegam a conversar. Lestat nunca esteve sequer num bar da Vampire Connection. É Louis quem o informa de que a rede de bares onde os vampiros se encontram existe, e que é frequentada por góticos. Por falar em Louis, não entra sequer no filme. Por falar no concerto, o ataque dos vampiros que querem destruir Lestat não acontece durante o concerto e Lestat e Marius não são vampiros mestres de karate. Isso é outro filme e chama-se "Blade". O ataque dos vampiros dá-se depois do concerto. Lestat e Louis estão a sair do recinto, de carro, quando são atacados, e Gabrielle, mãe natural de Lestat, aparece ao volante e ajuda-os a fugir. A própria Akasha não se faz anunciar senão na primeiras horas da madrugada do dia seguinte ao concerto. Não, não aparece em palco como no filme, longe disso. Ah, e os vampiros Riceanos são conhecidos por não deixarem cair uma gota de sangue. Toda aquela encenação de leão após uma caçada serve apenas para alimentar o cliché. Os rugidos e o som de asas de morcego durante o voo, idem. Algumas das cenas filmadas foram pura e simplesmente removidas do filme e agora divulgadas em DVD, como por exemplo as cenas em que os imortais antigos são apresentados. O que faz uma confusão desgraçada a qualquer pobre mortal que veja o filme sem ter lido o livro. Armand, Pandora, Kayman, Mael e Maharet estão no concerto, mas ninguém os apresenta. Logo, ninguém sabe quem eles são. Ademais, embora tenha sido uma opção do realizador para os "mostrar" antigos sem gastar palavras e tempo, estes vampiros aparecem envelhecidos, o que não se passa no livro. A sua aparência é tão jovem como a dos vampiros mais recentes. E por falar em aparência, a suprema heresia do filme, para os fãs incondicionais, é que Lestat é louro, Marius também é de um louro nórdico e tem cabelos longos, Armand é arruivado, não louro, e tanto Maharet como Jesse são puramente ruivas como só as ruivas naturais podem ser. Nos dias que correm, custa apenas uma hora e uma embalagem de Garnier... Não se perdia nada em manter os personagens iguais a si próprios... Por falar em personagens, Mekare, a gémea que de facto se torna na nova Rainha dos Malditos, não é vista nem achada. Uma parte importante do livro, a relação - muitas vezes erótica - entre Armand e Daniel (o entrevistador de Louis) é completamente ignorada. Agora, isso sim, merecia um filme exclusivamente dedicado aos dois. Se o livro vale a pena, a ambos o deve. As comparações ao "Corvo" são mais que muitas e bem fundadas. Os diálogos são de um embrutecimento atroz ("Boo!", "Boo back!") que dá dor de alma. A cena de pancadaria vampírica durante o concerto... Um disparate. Uma descaracterização completa dos vampiros de Anne Rice que actuam através do poder da mente. O próprio Lestat (Stuart Townsend, na imagem) representa um Lestat arrogante, adolescente e afectado, à la Corvo, um rebelde com causa e angústia juvenil. O teenager revoltado com os pais. Sobra de verdade a arrogância, que é muito pouco comparado ao Lestat desesperado e determinado a reencontrar os amigos que perdeu durante os seus dois séculos de existência, após tomar consciência, através do relato do vampiro Louis, que ambos foram separados por uma teia de mentiras e imcompreensão para a qual muito contribuiu o vampiro Armand. É um filme a pensar na audiência gótica - basta olhar para os "personagens" que vão ao concerto - e especialmente na audiência gótica americana, alimentada no biberão da MTV. Todo o filme parece um videoclip. Recorda-me um outro filme de vampiros feito de propósito para a minha geração de adolescentes, "The Lost Boys" (tradução "Os Rapazes da Noite"), com Kiefer Shuterland, em que se invocava a imagem de Jim Morrison a torto e a direito e de onde saiu uma das melhores versões de "People are Strange" que todos os tempos, assinada pelos Echo and the Bunnymen. Também não era para pensar, apenas para ver. Tal como este "Queen of the Damned". A banda sonora Se o filme é para góticos... É difícil não gostar da banda sonora. Confesso que entre os dois - filme e som - fiquei com aquela tristeza de existir que só um ambiente gótico pode evocar. "Not Meant For Me", "Forsaken", "Redeemer" (com a colaboração de Marilyn Manson), "Slept So Long" e "Cold" já são clássicos. Vale a pena adquirir a banda sonora mesmo sem ver o filme porque, afinal, o filme vive dela como os vampiros vivem de sangue. 12 em 20, porque Stuart Townsend é muito bom... actor. Original in Gotika |
21.6.07
EMILIE AUTUMN :: HIPERACTIVA
Pois é, a míuda do momento anda louca de sucesso: diz adeus à tola da Courtney Love que prefere queimar camisolas do defunto marido a ganhar juízo e calar-se para todo o sempre; acaba de lançar o seu Laced/Unlaced que, ao que parece, foi um sucesso; e, como se não bastasse, vomita mais dois albuns de tralha antiga. Neste ENCHANT, EMILIE regressa aos 2002, em que era ainda uma teenager, revelando diversas facetas musicais bastante diferentes das enontradas no seu aclamado OPHELIAC, apesar de grassar a sua imagem de marca: violinos e piano. Ainda não ouvi tudo, mas aguardo com alguma curiosidade! Aproveitando ainda o fôlego do sucesso, e como se um não bastasse, EMILIE lança ainda este "A BIT O' THIS & THAT", que conta com sonoridades construídas desde o início da sua adolescência até à actualidade. Acerca deste, diz a editora:"What discography could be complete without a compilation of ancient b-sides and rarities, not to mention the occasional cover tune recorded whilst sitting in bed?" Está lançado o repto... Agora cuidado, colaboram artistas como o pseudofriek Billy Corgan ou a tontinha querida da Courtney Love. Pode ser que a cover de uma musica de SMITHS seja a promessa da diferença desejada... É prometida ainda a revelação da faceta mais humorada desta diva gótica. Acaba, portanto, por ser uma complicação de remixes, raridades, b-sides, e musicas ao vivo que, por isso mesmo, poderá ser bastante interessante... só ouvindo. Ah, sim, caso comprem, e caso comprem no sítio certo, têm a oferta de uma T-SHIRT à la EMILIE... simpático não?!?!Já agora, ficam a saber que ambas as edições, para já, são de luxo e limitadas a 3000 cópias em todo o mundo... Algumas informações em: http://www.trisol.de/tri/index_e.html Etiquetas: Emilie Autumn |
Smiths: documentário em Julho
In Blitz:Documentário sobre os Smiths chega em Julho [vídeo] Etiquetas: The Smiths |
19.6.07
Siouxie Sioux
De acordo com a página oficial da cantora, o novo Álbum será lançado em Setembro deste ano e em Julho ou Agosto deverá sair o primeiro Single, “Into a Swan”.Desmentindo e clarificando os rumores que adiantavam que o Single apenas estaria disponível em formato digital, é comunicado também que assim que estiverem decididos os lados-B, o Single será editado nos formatos normais, 7’’, etc. Em Julho ficará online uma página dedicada exclusivamente ao novo trabalho, o url será: Siouxsiemantaray.com Etiquetas: Siouxsie Sioux |
13.6.07
Wave Gotik Treffen 07 - 4º dia
No último dia do WGT vê-se e sente-se o cansaço que paira sobre todos. Depois de ouvir Der Fluch e Big Boy na esplanada no Parkbühne resolvemos entrar no recinto para o primeiro concerto do dia, já às 17h30, os Eisbrecher. A banda alemã de Noel Pix e Alexx Lead entrou mais uma vez num palco inundado pelo sol mas isso não os abrandou. O Electro/Industrial com 2 guitarras e baixo ao vivo faz por vezes lembrar o som de Rammstein. A música despertou a audiência e a presença de Alexx em palco e empatia com o público fizeram um grande concerto. Quando os norte-americanos I:Scintilla entraram em palco já o público de Eisbrecher estava de saída ou disperso pelo recinto. A banda de Chicago, que lançou o primeiro album há apenas 3 anos conseguiu no entanto cativar alguma atenção com o seu synthpop, um dance-rock em que a voz de Brittany Bindrim marca a diferença. É sem dúvida uma das bandas do género, com uma e não um vocalista, a ter atenção num futuro breve. Já se esperava por Cinema Strange quando os New Skin entraram no palco. Recebidos com bastante indiferença grande parte do público nem se dignou a levantar do chão e dar-lhes uma hipótese. A banda londrina fundada por 2 suecos entrou em palco sem o apoio da audiência mas não desistiu e há que dar-lhe esse crédito. Jen saltou e provocou o público sempre que possível e Gil era o maior ponto de atracção tal a sua performance na guitarra. Electropop, retro 80’s, new wave rock... O som é agradável, mas tiveram azar na slot que lhes calhou na programação. E a banda da tarde, para mim a banda do dia, encheu mesmo o recinto naquele fim de tarde. Zampano, Lafitte e Yellow entraram em palco sob enorme ovação. Enquanto Laffite e Yellow afinavam os instrumentos, Zampano brincava e dançava com um baralho de cartas, ouvindo música apenas na sua cabeça e recebendo enormes aplausos. E rapidamente se chega ao último concerto do festival. Como tem sido tradição nos últimos anos é uma banda alemã ligada ao folk a encerrar as festividades. Este ano esse privilégio coube aos Subway to Sally. A banda de Berlim, já com 15 anos de carreira tinha à sua espera um Agra cheio e um público ansioso. O Folk/Rock/Metal cantado em alemão e com muito ritmo fez com que todos saltassem e cantassem em uníssono (os que percebem alemão). A inclusão de violinos, flautas, gaitas de foles e outros instrumentos tradicionais tornam-nos uma banda única e recomendada. Para quem não conhece tem algumas parecenças com In Extremo, Schandmaul, Tanzwut e Corvus Corax. Um encerramento em grande, em apoteose! E já a saudade e o pensamento em 2008... Etiquetas: Wave Gotik Treffen |
12.6.07
TORN APART :: THE LIFE OF IAN CURTIS
Diz a imprensa que o ano de 2007 vai ser o ano dos JOY DIVISION, em grande parte parte devido ao novíssimo "Control", filme que incide sobre esta banda inigualável! A coincidir com este facto, cai-me nas mãos este não menos velho "TORN APART: THE LIFE OF IAN CURTIS". Bom, é importante referir que biografias de Ian Curtis e, principalmente, de Joy Division, há muitas. Mas não tantas com a colaboração da sempre discreta e quase enigmática Anike Honoré, a "outra" de Ian, que, portanto, se encontra em posição de destaque no que concerne a informações acerca do rapazinho. Assim, este livro, elaborado por Mick Middles (o primeiro jornalista a entrevistar os Joy Division) e Lindsay Reade (fundadora, a par com Tony Wilson, da Factory Records), desdobra-se em esfoços para explorar toda a vida de Ian, não só, relativamente à lenda, como aos factos. Este é um livro sobre IAN CURTIS e não sobre JOY DIVISION, apesar de um e outro não fazerem sentido isoladamente. De fácil leitura, é um livro que segue a vida de Ian de forma cronológica, desde a formação do casal Curtis, de onde surgiria mais tarde Ian, até à ressaca de seu suicídio. Os diversos factos vão sendo descritos fazendo frequentemente menções e citações directas das personagens relevantes na história que permite ao leitor uma espécie de presença em diferido, percebendo as coisas tal como fora percebidas pelos intervenientes. E estes intervenientes são variados, desde o vizinho que descreve a cena de Ian enforcado, até à descrição de Anike da forma como viveu o velório de Ian, passando pelas histórias de outros tantos anónimos acerca de Ian e dos outros rapazes que o acampanhavam, e até mesmo, pelas afirmações quase-alucinadas de Genesis P-Orridge, dos Throbing Gristle e Psychic TV. Para aguçar a curiosidade, servem a presença de fotografias nunca antes publicadas, cartas de Ian, cartas de Anike, os escritos do pai de Ian. Para quem tem curiosidade em conhecer não só a faceta mítica desta personalidade, mas também para quem tem curiosidade em conhecer a faceta de "rapazinho que come amendoins e cerveja no pub com os amigos enquanto falam de gajas e futebol", este parece ser o livro ideal. Fica o link da Amazon, para informações específicas: http://www.amazon.co.uk/Torn-Apart-Life-Ian-Curtis/dp/1844498263 |
Festa Anos 80 :: 16 de Junho:: Santiago Alquimista, Lisboa
![]() O reviver da década da nossa juventude, no Santiago Alquimista! Etiquetas: anos 80, Santiago Alquimista |
11.6.07
Wave Gotik Treffen 07 - 3º dia
Ao terceiro dia do festival já se sentem os efeitos das noites (manhãs) mal dormidas, incontáveis horas em pé e muitos quilómetros percorridos. Mas este domingo prometia: muitas bandas, muito boas. Mais uma vez e infelizmente as decisões tiveram de ser tomadas e lá fomos para o Parkbühne mais uma vez, onde acabámos por passar toda a tarde. Os alemães UnterArt abriram a tarde, com um electro-industrial bastante melódico em que a voz de Chris Harms se encaixa muito bem. Apesar de serem apenas 15h havia já bastante público, alemão claro, que concerteza acompanha a banda desde a sua formação há 3 anos. O público alemão debandou no final de UnterArt enchendo as poucas sombras que subsistiam deixando os gregos PreEmptive Strike 0.1 de plateia vazia. Cabia-lhes a tarefa de cativar a audiência com o seu harsh industrial mas isso acabou por não acontecer. O vocalista, Jim “The Blaster”, era grande, desajeitado e sem presença em palco e o concerto passou sem deixar grandes impressões. Depois de quase toda a gente aproveitar o concerto de PreEmptive Strike 0.1 para comer e beber os australianos Angelspit voltaram a ter um público atento e um anfiteatro bem composto. Com uma imagem cuidada e estilizada apresentaram o seu album de estreia Krankhaus com músicas que evocam principalmente temas de horror, grotesco e experiências médicas associados a um industrial agressivo e muito agradável. Foi o primeiro ponto alto da tarde. Mas os alemães esperavam Tyske Ludder. E a banda alemã que já este ano esteve em tour com os Feindflug não os desiludiu. Com novo album em 2006, depois de uma considerável paragem, os elecro-activistas como gostam de se entitular, voltaram iguais a si mesmos. O som industrial agressivo e até marcial encheu o recinto e Albert e Z67 deram espectáculo e os primeiros moshes do dia foram sinal claro disso. A não perder para quem gosta do género. Com o avançar da tarde o sol era um problema cada vez menor e também isso ajudou a compor a audiência para o concerto de Punto Omega. A banda argentina que está em promoção do último album, Nostalgias del Origen, tinha público ansioso à espera e a entrada de Pilgrim, de gaita de foles em riste, não deixou os seus créditos por mãos alheias. Uma performance competente, um início de noite em que se levantou vento e começou a chover e um público a querer dançar foram as bases de um grande concerto. As expectativas eram grandes. Depois de Hocico e Dulce Líquido Erk Aicrag dedica-se a uma nova aventura com Rabia Sorda. Sem Racso Agroyam desta vez, mas com bateria ao vivo e uma nova atitude, (ainda) mais apaixonada e personalizada. A chuva era bastante quando Erk entrou em palco mas isso não desmotivou ninguém e quem passou o intervalo abrigado veio imediatamente dançar à chuva frente ao palco. Passadas 3 músicas foi-se a chuva, ficou a música. As batidas violentas e agressivas são acompanhadas pela voz imcomparável de Erk mas agora mais obscura, mais desiludida, mais desesperada... Erk assume-se cada vez mais como figura incontornável do Industrial. No ano da comemoração do 20º aniversário os Suicide Commando eram naturalmente a grande atracção da tarde/noite. Quando foram projectadas as primeiras cenas de “BLind, Torture, Kill” no palco, estava dado o mote num Parkbühne completamente esgotado. Johan entrou ao som de uma monumental ovação fazendo os belgas sentirem-se em casa. Já com um ano passado sobre o último album e na sequência da recente compilação do 20º aniversário o concerto correu todos os grandes hits da banda. Johan não pára em palco, canta, salta, pousa para fotos, provoca o mosh e ainda consegue saltar a barreira de protecção e ir até ao meio do público de microfone na mão. Consegue, com alguma ajuda lusa, porque fui eu mesmo que o ajudou a subir e o apanhou no salto para o crowd diving tendo sido depois arrastado por ele para o meio do moshe... Grande concerto! Depois de uma passagem pelo hotel para tirar as roupas encharcadas e seguimos para o Agra onde encontrámos um pavilhão muito bem composto para o concerto de The Crüxshadows e ainda ouvimos as últimas músicas de The 69 eyes, de que não há fotos... Rogue é conhecido pela sua energia e capacidade de comunicação e empatia com o público. Já com os músicos em palco e com o tradicional head-set sem fios surge na primeira música pelo meio do público, onde volta várias vezes, cantando grande parte do tempo empoleirado nas grades frente ao palco. Tão ou mais aplaudida que Rogue é a violinista Rachel McDonnel que domina o palco onde Rogue pouco tempo pára. Para pesadelo dos seguranças até às colunas de suporte do palco ele subiu, cantando junto ao telhado do pavilhão... Nota também para o orgulho por o single “Sophia” ter atingido o nº1 no Billboard Hot Dance Singles Sales (Beyonce em 2º, Nine Inch Nails em 3º, Paris Hilton em 4º e Madonna em 5º). Provavelmente o melhor dia do festival fechado em grande estilo com casa cheia. Etiquetas: Wave Gotik Treffen |
8.6.07
The Cure - Album duplo em Outubro?
De acordo com a Musikalia, Outubro será o mês em que poderemos comprar o novo álbum dos The Cure. Apesar das duvidas sobre se teremos dois cds quando sairmos da loja ou apenas um e o outro terá que ser comprado online, Robert Smith assume, em entrevista a Rag Magazine, a dúvida quanto à estrutura do álbum referindo que o grupo foi aconselhado pela editora a editar um álbum simples, assegurando, no entanto, que a ultima palavra será sempre da banda. Nesta entrevista foi também abordado o retorno de Porl e a influência que teve na sonoridade do novo trabalho e ainda a vontade da banda de voltar aos concertos mas desta vez fora de festivais. Musikalia Rag Magazine Rag Magazine Myspace Entrevista completa Etiquetas: The Cure |
6.6.07
Wave Gotik Treffen 07 -2º dia
Com o avolumar de bandas no segundo dia do festival torna-se essencial fazer escolhas e começamos o dia, pelas 16h com o concerto dos The Pussybats no Parkbühne. A auto-entitulada maior banda ucraniana de rock gótico, os Komu Vnyz, beneficiaram do público mais atento deixado pelos The Pussybats. A curiosidade do público prendia-se mais com a perspectiva de ouvir algumas músicas em ucraniano ou russo do que outra coisa. Mas o vocalista limitou-se a sentar frente a um teclado e por lá ficar, perdendo aos poucos o público que estava mais preocupado em beber que vê-los tocar. Um rock gótico mais exótico mas nada que sobressaia no meio de tantas bandas com um som semelhante. Depois de Komu Vnyz, os Reliquary, banda gótica americana só podiam deixar boa impressão. E com o dia a cair e refrescar e o público ansioso por boa música não desiludiram. Bom som, boa performance e principalmente boa voz da vocalista, Kara, que aterrou em Leipzig apenas uma hora antes do espectáculo e conseguiram chegar à Europa com donativos dos fãs... Uma boa surpresa de uma banda que só conta com um album lançado recentemetne, recomendado a quem gosta do género. Secret Discovery... Só consigo dizer que se fosse cantado em português em vez de em inglês seria um sucesso nas feiras e festas das aldeias deste país! Um cruzamento de metal com letras entre o naif e o simplesmente “pimba”. Não que a música fosse má, sem vocalista nem letras até era decente mas assim... Uma boa altura para continuar a beber! E finalmente o ponto alto da tarde, a performance de Emilie Autumn. Que não desiludiu. Num concerto baseado nos albuns “Opheliac” e “Unlaced”, Emilie não deixou os seus créditos por mãos alheias e transmitiu a sua loucura a todos os espectadores. A música, roupa, o cenário, o espectáculo transformaram o Parkbühne no asilo de que ela tanto gosta com o público a dividir a atenção entre a música e os movimentos das personagens em palco. Apenas quando Emilie pegava no violino todos os olhares eram para si. E uma mudança radical. Do Parkbühne para o Kohlrabizirkus, de Emilie Autumn para Primordial. Com uma viagem rapidíssima e muita sorte nos eléctricos ainda conseguimos apanhar as últimas músicas de Primordial no edifício do antigo mercado de vegetais, agora recinto com capacidade para 4000 pessoas. A banda de metal irlandesa tinha a completa atenção do público, com muito cabelo a voar e muitas mãos no ar a cada apelo do vocalista. E para mais não deu. Mas tínhamos vindo aqui para Haggard, a maior banda de Classic/Medieval Metal. O pessoal juntou-se às grades, os espaços diminuiram e em pouco tempo o recinto estava bastante composto. Parece que o concerto de Front 242 à mesma hora fez roubou algumas pessoas mas os que estavam eram realmente grandes fãs. Depois de uma longuíssima paragem para montagem de instrumentos e afinações, feita pelos próprios, o concerto começo com algum atraso e muito apoio do público. Resistindo à tentação de promover apenas o último album, a banda de Asis Nasseri tocou as grandes músicas da sua carreira, entusiasmando ainda mais um público que ouvia cada nota como se fosse a última. Os arranjos clássicos, os solos de piano e a voz de Suzanne conjugadas com o metal mais tradicional iam fazendo as delícias de todos. Até que um problema com a guitarra de Asis levou a uma grande paragem. Nem a substituição por um instrumento emprestado o satisfez levando a uma tentativa por parte da banda de acabar por ali o concerto. Mas o apoio incondicional do público que não parou de aplaudir e os incentivar conseguiu com que tocassem mais algumas músicas, mesmo de guitarra desafinada. Foi pena não ter corrido como previsto, mas saíram de palco ovacionados... E a última banda da noite foram os nossos Moonspell. Já durante os concertos anteriores Fernando Ribeiro e companhia tinham andado a passear pelos bastidores trocando impressões com organização e músicos. O público alemão (e não só) recebeu-os entusiasmado como era previsível pelo prestígio de que gozam por lá e pelo número de T-Shirts da banda que se vêm no festival. Numa espécie de concerto Best-of os Moonspell correram as grandes músicas que têm para satisfação de todos, que respondiam sempre de mãos no ar. E Fernando Ribeiro não perdeu a oportunidade, antes de cantar Opium de referir que vinha de Portugal e que a música tinha um grande significado por cá. Também Sofia, que o acompanha ultimamente em palco em algumas músicas foi devidamente apresentada e teve direito a arranjos especiais para que pudesse participar em temas que não foram compostos para a sua voz. E de Moonspell nada mais é preciso dizer, iguais a si mesmos fizeram o que melhor sabem e continuam a assumir-se cada vez mais como um nome incontornável no género. Etiquetas: Wave Gotik Treffen |























































